O voo da borboleta

Ela contava cada segundo
Até seu respirar se tornará difícil desde aquele instante
Não era fácil ter que dizer adeus
Mais era necessário..

Ela passara a semana refletindo sobre isso
Não havia escolha, era chegada a hora do adeus
Mais um entre tantos que já dera em sua vida
Mas este, por algum motivo que não se permitia dizer
Doía mais...era um adeus com gosto de lágrimas

Seus olhos se encheram de lágrimas
ao encontrar os olhos que a esperavam
Mais o que ela poderia fazer?
Nada, havia feito sua escolha
A despedida era inevitável
O choro, cada vez mais incontrolável

Ela viu nos olhos dele
que ele jamais entenderia
Mais precisa partir
Era chegada a hora...

E com os olhos molhados de lágrimas
Borboleta partiu
foi-se embora.







Para minha querida amiga borboleta

Ao estranho viajante

Caminhando em passos longos
Ou sentado nesta calçada,
Mais não sei teu nome,
Não conheço a tua história
Eu nunca te vi chorar

Quais foram as tuas escolhas, velho amigo?
O que te trouxe até aqui?
E a tua velha paixão, velho amigo?
Eu não sei de onde vieste,
Nem tão pouco aonde queres ir

Se tua alma é viajante,
Ou se aprisionada, como a minha...
Se corres depressa, ou se caminha

Não sei se viste as flores,
Como um dia eu as vi,
Lindas, num dia de sol
E não sei como chegaste aqui.

Se de manhã, ou pela noitinha
Quando pretendes partir?
És mistério, amigo estranho
Que segredos esconde ai?

Sei de ti, um pouco de nada
Sei apenas o pouco que vi
Mais sei que nessa estrada tua,
Dos muitos que te viram
Foram poucos os que entenderam...
Quem tu és, e o que trás em si.

Não te julgo viajante,
sei que és mais do que posso entender,
Pesso apenas viajante
Para que não julgues demais
Quem não julga você.





Hoje eu te vejo...

Anoitecendo com você

Da onde vem esse sorriso que supera o brilho das estrelas?
De onde eu te conheço?
Parece que de uma noite a mil anos atrás

Se eu pudesse voar
Eu estaria ai seu lado agora
Mais está anoitecendo
E você se foi com o sol
E eu sou como a lua...

Quando você me abraça
eu tenho a certeza de que tudo ficará bem
Porque assim sei que estou completa
Porque cada segundo com você é importante
E mesmo que esteja anoitecendo...eu sei
Que eu te conheci em uma noite a mil anos atrás
E nada pode ser mais especial do que isso
Que existe a tanto tempo

Que se tornou eterno

E que é só seu e meu...

Te espero quando o novo dia amanhecer...

Rotina...


Deito-me na grama
Olhos nas nuvens que passam depressa
O vento que as sopra anuncia a chuva
Que vai molhar o mundo,
Que vai lavar as almas...
Que vai se confundir ao meu choro
Mas que volta de novo pro céu.

Respiro fundo então
E é o vento que sopra as nuvens
Que agora invade o meu ser
E é o vento soprando depressa
As ideias pra que eu possa ver.

Não respiro, não ouço, não vejo
Não há nada que eu possa fazer,
No entanto, me apego ao desejos,
sonhos e um novo amanhecer.

Silêncio

Corria,
Ia sem rumo pela noite
A estrada, já deserta, parecia-lhe ainda sim cheia
Cheia de fantasmas das suas lembranças.

O suor escorria-lhe pela face,
Mais pela angústia causada pelas lembranças
do que pelo esforço feito ao fugir delas...
A lua iluminava o céu por detrás de um fino véu de nuvens,
Um céu riscado de giz.

A árvore á beira da estrada descansa,
Mais que isso, convida-a a fazer o mesmo...
Ela senta-se ao seu lado, receosa, cansada...

Os minutos passam
A menina e a árvore não,
Não há mais medo, não há mais pressa...
Não há mais nenhuma lembrança
Menina e árvore permanecem imóveis.
Menina e árvore permanecem um só.

Paz

Quando eu preciso sumir
Quando os dias passam e percebo
a saudade de todos os que não estão aqui
Eu penso em vocês
E isso me tráz paz

Mesmo que os dias de chuva não tenham fim
Mesmo que cada segundo afaste vocês de mim
Eu sei pra onde correr, eu sei quem vai me abraçar
Não importa o que diz o resto do mundo

Com vocês é o meu lugar



-Para os meus grandes amigos Gab e 007.

Encontrar-me-ei

Encontrar-me-ei com todos os meus defeitos
com tudo aquilo que torna impura minha alma
Que torna incerto meus pensamentos
Tudo aquilo que faz abominável o meu ser.


Buscarei respostas e causas a minhas perguntas
No entanto, não buscarei culpados
Pois meus atos são meus
logo, a escolha também....

Encontrar-me-ei com meu ser
No silêncio da noite
ou na incerteza das vozes da multidão
Mais encontrar-me-ei depressa
Para que encontre não só respostas
Mais minha paz e meu coração