As folhas secas

Espia pela janela,
Vê as folhas que voam com o vento
Então perceberás que a tua liberdade é uma mera ilusão
E ai correrá atrás da verdade

Então...
Espia pela janela
e vê as folhas que voam com o vento
Pois ali verá...o seu futuro


Desconstruir

Andei desconstruindo,
Quebrando as regras que eu mesma criei.
Decidi que não queria mais ver o mundo de um ângulo só
Descobri um universo bem maior

Vi pessoas que sorriem naturalmente
Percebi que além de todo mundo ter um lado ruim
todo mundo tem também um lado BOM

Percebi que se alguém é chato,
é chato por algum motivo...

Percebi que um sorriso,
Embora não mova montanhas,
As fazem mais leves.

Estou desconstruindo meus conceitos,
Decidi não mais fingir,
Não mais ignorar o fútil,
O meu lado inútil

Ao invés disso,
dei minha cara a tapa,
Criei coragem pra seguir viagem,
e deixei as velhas mágoas para trás.

Desconstruir não é apenas destruir,
e sim reconstruir
vendo o mundo
como o mundo á muito tempo não se vê.

Tive medo de largar meus conceitos,
De admitir meus defeitos,
De ninguém entender...

Mais no mundo,
desconstruindo tudo
Aprendi a viver.



A Dúvida

Você entenderia se eu dissesse

que eu te amo?

Você acreditaria se eu confessasse

que ainda acredito em contos de fadas?


O que você pensaria se eu jurasse

que você invade minha mente toda a noite?


Você pensaria duas vezes antes de respirar,

Olhar no fundo dos meus olhos

E me magoar?


Você acreditaria em mim?


Porque você é o meu vicio,

é em quem eu penso quando acordo

e a ultima cena ao anoitecer,

Você é a gota da chuva

A noite, você é o meu luar.


O que você diria?

Se soubesse de tudo isso,

Você iria acreditar?





Reticências

O mundo está se despedaçando enquanto eu passeio sozinha...


Mais vou fechar os olhos e fingir que está tudo bem,
como um dia você me disse que era melhor.








Desespero




E entre todo os outros sentimentos
e angustias que cercam a raça humana
Eis que surge o desespero

O não crer em si mesmo,
A falta de voltande de levantar da cama,
A angústia incessante de todas as dúvidas

Fechar os olhos torna-se dificil,
abri-los então...
quase que desnecessário

No entanto, desesperados,
como nós,
Ao mesmo tempo que perdem a vontade de viver
Correm em direção a qualquer possibilidade
Agarram-na com tanta força
Que as vezes não percebem
que agarram-se a reflexos do passado

O desespero que rasga gargantas em pranto
Que nos faz inuteis e que nos tira o dom da vida
Pode sim ser superado,
No entando, o desesperado
Em seu frenesi
Nem se quer nota
A resposta que está em sua frente

Perde-se então em alucinações
Em sonhos, em tudo o que PODERIA SER
em tudo que ele QUERIA
E esquece-se do essêncial

Esquece de tudo o que conquistou,
De tudo o que Valeu á pena,
De todos os bons momentos...

Perde-se num déja-vu de lembranças ruins
Esquece de tudo num sopro....

Surge então a figura do reflêxo das ilusões
daqueles que por sonhar de mais
esquecem que a verdadeira alegria está no viver
No errar e aprender, no reconhecer
Não apenas no que dá certo,
Mais em cada erro que nos torna forte
Em cada superação...

Aos desesperados, como eu fui, sou e até me atrevo a dizer...
COMO TODOS NÓS UM DIA FOMOS OU SEREMOS
Apenas deixo o pensamento e a certeza de que...

Nenum mal é insuperavel,
Nenhuma dor é incuravel,
Nenhum amor é impossivel
e...
principalmente
NENHUM ERRO É IMPERDOAVEL.


Lágrimas num dia de chuva

Quando chove
E o tempo passa divagar
As lágrimas correm
Voam pelo ar

A chuva liberta minha alma
Talvez por isso eu me permita chorar
Minhas lágrimas, meus sorrisos...tudo
Num dia de chuva,
se misturam com o ar

O doce sussurro do vento,
As gotas de água que insistem em me molhar,
O mundo que parece mais quieto...
Tudo isso me faz despertar

É como se eu já não me importasse,
Se não mais pudesse evitar,
Como se as lágrimas de um dia de chuva
Fizessem menos pesado o ar.








Ao meu querido silêncio

Meu caro silêncio,
Que insiste em invadir minha alma,
Peço-lhe que não voltes mais

Penso que não mais devo esconder,
Se é que posso assim dizer,
sobre o que eu deixo de falar

Pois eis que assim mudo,
Ao mundo iludo
Deixando-os pensar que é paz.

Mais você sabe, meu caro silêncio,
Sabes o que penso,
E talvez até mais.

Talvez agora eu queira gritar ao mundo
Que no fundo não sinto a paz

Sinto porém a brisa fresca,
O vento forte,
A chuva lívida,
E talvez algo mais

Sinto que nesse mundo
O silêncio mais porofundo
É a ausência da paz.