Minha verdade

Não quero minhas palavras distorcidas
Nos lábios que um dia tocaram os meus
Quer expor tudo o que eu não sou
Diga minhas verdades
e encontrará mais defeitos do que você esperava encontrar

Sou errada,
Sou palavras,
Estou solta no ar...
Mais sou verdade
e isso, nem você vai mudar

Minha mentira

Eu vejo as horas passarem
E eu vejo pássaros voarem

Eu sinto a brisa e a chuva

Eu espero por mais indícios...

Indícios da sua partida




Quantas vezes corri

tentando alcançar-te?

Tantas vezes chovei,

Quantos sorrisos falsos...

Tantas mentiras

Tuas e minhas



Hoje desprendo-me do tempo

Hoje esqueço de tudo

Sou quem queria ser, pois hoje

Ao deixar ir tua lembrança

Ganhei em troca o mundo.






Nós, os ilustres errados


Sente...

é cheiro de chuva

ela vem pra lavar a alma dos que como eu

esperam mais uma chance

A chance de recomeçar....


Erramos,

Sorrimos e choramos...

Cometemos pecados impensáveis

Somos impulsivos,

Julgados incapazes

Mais temos nosso valor.


Um dia fomos deixados de lado

Mais lembre-se

vocês também nos viram chorar por amor

Você que apontou nossos erros

Hoje cai ao nosso lado,

mas não se preocupe...

nesse jogo, ninguém é deixado para trás

Nós somos os rejeitados

dos que erraram,

os que foram descobertos


Nós somos aquilo o que a sociedade rejeita

pois somos tua essência,

tua alma

Nós somos os únicos...

Somos a realidade


Entre maquinas e robôs,

Somos os reles mortais.

Abismo



Entre nós dois

o abismo da insegurança

algo entre o amor e o medo?

Qual é a resposta certa...

Se é que existe resposta


Será que essa é mais uma daquelas perguntas...

Que insistimos em não responder

Quando vamos aprender

Que errar não é o problema

O problema é o medo de fazer o que se sente,

o medo de dizer o que nos sufoca

o que nos asfixia....


A terra treme sob meus pés

e eu me pergunto se isso me fará cair

me pergunto se você estará ao meu lado amanhã...

-Mais eu sei aonde quero estar


Feche os olhos por um momento

Eu posso ouvir as batidas do teu coração

Porque ele pulsa ritmado com o meu

e você sabe o quanto dói ignorar tudo isso

Nós sabemos...mais insistimos nisso


Não cabe a mim julgar

O réu nunca é o juiz

mais eu sei aonde quero estar

sei o que fiz...

e eu só não sei dizer

porque as respostas entalam em minha garganta

E mesmo que eu tente dizer

Eu não posso


E a cada palavra não dita

A cada gesto reprimido

O abismo se torna maior,

me chama, me puxa...


Até quando?


Eu não sei,

mais talvez seja a hora

de admitir que esse abismo existe

Talvez seja possivel passar por ele

embora seja mais facil deixar-me cair

caindo...caindo...caindo


Abro os olhos,

Vejo o abismo

E tenho uma certeza...

nós não vamos cair.


O vento


O vento sopra


E eu ouço a tua voz,


Distante...ausente


Porém inconfundível voz


E eu estava lá


Relembrando, revivendo tudo...


Mais eu estava lá


Pensando em nós dois


O vento frio, o tempo nublado


As lembranças do passado


e eu ouvia a tua voz


mesmo longe


eu podia te ouvir...



Sussurro trazido do vento


palavras pra lembrar de ti


Meu coração, sempre desatento


Não vê que já te perdi.



Te amo

Me deixa ser seu anjo, Aquele que você vai pedir pra ficar Quando o sol raiar Vou cantar uma canção Pra te ninar Porque a noite escura é a ilusão e trás você de volta Pro meu coração. Deixa eu mimar você Me deixa estar contigo Não deixe eu te esquecer... Te amo

Eu sem você

Provei da tristeza mais profunda
Enquanto mergulhava na maior das alegrias
que é a certeza da saudade que matei
dos amigos que mais amo

Mais tua presença ainda se faz real
e tuas mentiras me lembram que a realidade é dura
e que sem você, o "eu não importa
e sem você eu não sou eu
pois sem você não existe um por que

E nem mesmo a mais profunda verdade,
ela se trasnforma em agonia
pois a dor
é a ausencia do amor
e eu não vivo sem você.