A verdade em um clichê

É tarde da noite
mais a minha boca ainda procura pela tua
Aonde você está?
Qual o caminho pra te encontrar?

Eu vou seguir na tua direção
Mesmo que tenha que me perder para isso

As vozes confusas ao meu redor
já não significam nada para mim
Pois só existe um som suave
Que eu realmente quero ouvir

Me diga aonde te encontrar
eu irei correndo, sem olhar para trás

Você me diz que eu tenho muito á perder
mais eu não me importo
Nada mais faz sentido
desde que eu encontrei você

Rotina

Mais um dia...

Pela manhã se levantava

O sol já havia nascido lá fora

Mais não importava

Talvez fosse melhor que o céu estivesse nublado


Preferia fechar os olhos,

Não ver, não ouvir

Preferia calar-se

Preferia...mais não era possível


Gritos, provocações

A amargura das meias palavras

ainda pairam no ar


Dias de paz, de verdade e alegria...

Onde estão vocês?


Verdade, verdade...

aonde se escondeu?

Não importa,

o dia finda

já é tarde


Boa noite


Frente a frente

Caminhei por um longo tempo
Mais você não pode ver
Passo a passo
Na corda bamba
Desequilíbrios e quase tombos
Não diminuem a distância.

Você pode me ver?
Aonde está a final
Te vejo em minha frente
Mais você não pode me ver
Não ignora, apenas não está
Levita entre outros espaços

Passo a passo
me afasto
e agora, você parece correr
mais entre o medo e a distância
existe um pequeno abismo
que é muito maior do que eu e você.



Criar-ia

Se cada segundo meu bastasse
eu ainda sim estaria aqui,
Pois não há nada que me possa fazer
modificar um extinto meu

E se não houvesse motivo, eu criaria
E se não houvesse razão, tudo melhoraria
Mais admito, se não houvesse você
Mais uma vez eu cairia

Corri mil léguas até encontrar
um novo motivo
que me fizesse voltar
Criaria expectativas falsas
Somente para retornar ao meu ponto de partida

Muitos diriam que isso é andar para trás,
Para esses apenas respondo que eles não sabem o bem
que isto me faz
Reinicio, reinvento, recrio...
Vou até o fim
Pela ânsia e simples desejo de voltar ao começo.

E para os velhos amigos
aqui eu relato
Estou de volta

Navegando

Em águas calmas naveguei
Em sonhos que eu mesmo sonhei
Espírito livre que sou, não quis me prender
Nem mesmo antes de te conhecer.

De minha parte, seria improprio afirmar
Mais se jurares segredo
Conto quantas vezes me fizeste sonhar.

Hoje navego sem destino
Nos mares turbulentos da incerteza
Roubaste minha calma...
Viraste minha única certeza.

Atemporal

Feche os olhos...
Aonde você nos trouxe?
É realmente um mundo distante
No qual só você pode chegar

Eu sinto a tua respiração
E ela é a brisa que nos rodeia
Você também pode ouvir meu coração...?
Porque esta noite, ele é só teu

Como podemos flutuar...?
Mais não é um sonho,
é tão real
E eu me pergunto como chegamos até aqui

Enquanto o mundo caminha
Desigual



O voo da borboleta

Ela contava cada segundo
Até seu respirar se tornará difícil desde aquele instante
Não era fácil ter que dizer adeus
Mais era necessário..

Ela passara a semana refletindo sobre isso
Não havia escolha, era chegada a hora do adeus
Mais um entre tantos que já dera em sua vida
Mas este, por algum motivo que não se permitia dizer
Doía mais...era um adeus com gosto de lágrimas

Seus olhos se encheram de lágrimas
ao encontrar os olhos que a esperavam
Mais o que ela poderia fazer?
Nada, havia feito sua escolha
A despedida era inevitável
O choro, cada vez mais incontrolável

Ela viu nos olhos dele
que ele jamais entenderia
Mais precisa partir
Era chegada a hora...

E com os olhos molhados de lágrimas
Borboleta partiu
foi-se embora.







Para minha querida amiga borboleta